Na terça, dia 17, dois dias antes do meu aniversário, liguei para o Sr. Wilmar confirmando a compra. Falei que na semana seguinte concretizaríamos a venda. Antes, no entanto, eu precisava me desfazer do meu carro, que me dava dor de cabeça e muita despesa. Pedi a um amigo de Niterói que tentasse vendê-lo. Passei dias de agonia. Achei que era possível vender um carro num piscar de olhos.
No feriado, dia 20, um dia após completar 30 anos, pensei: "Idade importante, quero e agora e vou realizar todos os meus desejos. Vou fazer o que eu quero e acreditar! Até terça eu vendo o carro e no próximo fim de semana estarei com o Fusca!".
Terça, dia 24: vendo o meu carro.
Quinta, dia 26: fecho a compra do Fusca.
Fiquei emocionada fazendo a última revisão junto com o Sr. Wilmar. Faróis, piscas, motor, mala, limpador de pára-brisa... Tudo OK! O Azulão era meu! Meu primeiro Fusca me esperava limpinho, todo funcionando e chamando a atenção das pessoas. O dia estava lindo, ensolarado, mas com uma gostosa brisa. Alex estava comigo e acompanhou tudo e foi o meu primeiro carona. O carro estava na Barão da Torre com Teixeira de Melo. Alex ainda perguntou: "Vai tirar o carro daqui?". Vaga em Ipanema é um problemão!. Sim, para os outros carros. Para o meu, NOT! Na mesma rua, altura da Garcia D'Ávila, uma vaga esperava o imponente Blue Sky. Poucos metros e muitas alegrias! Eu andava pela primeira vez no MEU Fusca!
Um detalhe: de vez em quando eu parava com o meu antigo carro na mesma rua. O flanelinha me cobrava, como de costume, R$ 10. Ontem... Paguei R$ 4! O Fusca teve, tem e sempre terá seu reinado, mesmo que as pessoas pensem que ele não é um carro. Ele é muito carro, sim senhor! E suuuuuuper econômico! Já viu, né?